Passei no Exame da OAB. E agora? - Guia de Prática Jurídica : Estratégia OAB
Paulo H M Sousa -

Passei no Exame da OAB. E agora? – Guia de Prática Jurídica

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Tudo o que você precisa saber sobre prática jurídica

A dúvida constante no título deste artigo certamente paira sobre a cabeça dos vários alunos que passam pelas telas dos nossos cursos para o Exame de Ordem. Advogar? Estudar para concurso? Fazer um mestrado? Fazer uma pós graduação? Fazer um curso de prática para a advocacia? Em resumo, o que fazer? Quais rumos tomar depois de cinco anos de graduação em Direito?

Essas são dúvidas comuns e que nós também tivemos. Algumas delas pretendemos responder ao longo deste artigo. Antes, contudo, gostaria de nos apresentar.

Sou o Prof. Paulo H M Sousa e sou Professor de Direito Civil, de Legislação Civil Especial e de Direito Processual Civil no Estratégia. Sou Professor Concursado na UNIOESTE/PR e Professor Substituto na UNB. Sou advogado e fiz Mestrado e Doutorado em Direito.

Me chamo Igor Maciel e sou Professor de Direito Administrativo e de Direito do Consumidor do Estratégia. Sou advogado, fiz Pós-graduação e Mestrado em Direito.

Gostaríamos de partilhar alguns conhecimentos com vocês sobre aspectos práticos da advocacia. Algumas das perguntas que nos fizemos há algum tempo e que você deve estar se fazendo agora. Infelizmente, na época, não tínhamos um curso de prática para um advogado.

É importante fazer uma pós graduação?

A pergunta é bastante pessoal. Pensamos que é fundamental que você tenha ciência dos seus objetivos. Afinal, para quem não sabe onde quer chegar, qualquer caminho é válido…

Se o seu interesse é concurso público, a pós-graduação poderá contar importantes pontos para sua aprovação e aumentar sua futura remuneração. Talvez essas sejam algumas das poucas vantagens práticas para a pós-graduação lato sensu ao concurseiro.

Ideal, então, tentar conciliar uma pós-graduação voltada ao estudo para concursos. Uma pós-graduação que seja mais pro concurseiro, por assim dizer, menos teórica.

Se o seu interesse maior é a advocacia, a pós-graduação lato sensu não costuma abrir portas em escritórios de advocacia, dado ser relativamente comum nos dias atuais. Vale dizer, na hora de contar pontos para uma contratação, a pós-graduação lato sensu não dará a você pontos relevantes.

Contudo, a pós-graduação lato sensu ainda poderá ser um importante instrumento para fazer network. Esta sim uma vantagem interessante, já que uma das maiores dificuldades no início da carreira é precisamente a captação de clientes.

Alguns de seus colegas podem ser, por exemplo, concurseiros, que não advogam e podem indicar seu nome para um potencial cliente. Outros podem advogar, mas em área diversa da sua, caso a pós seja num objeto mais amplo, como uma pós em Direito Processual, por exemplo.

Já a pós-graduação stricto sensu, no caso de um Mestrado, será bastante interessante para quem deseja seguir a carreira acadêmica ou para quem deseja se aperfeiçoar em um determinado tema, sendo ultraespecialista na matéria. Um Mestrado também contará pontos importantes numa entrevista de emprego de um grande escritório de advocacia, certamente.

E lembre-se: quanto mais especializado o advogado, maiores serão os honorários =) Isso é natural, já que clientes de maior porte econômico exigem habitualmente profissionais ainda mais qualificados e o estudo contínuo, no Direito, acaba ajudando nesse aspecto

Nós, Profs. Igor Maciel e Paulo Sousa, fizemos um vídeo sobre isso:

É importante fazer estágio ao longo da faculdade?

Cremos que sim, independentemente da área que você pretende seguir. O estágio, remunerado ou não, dá experiência para a futura prática advocatícia.

Ou seja, se o seu intuito é advocacia, pensamos ser extremamente importante que você tenha um estágio em escritórios particulares, em um verdadeiro curso de prática para advogados. Se for na área que você já tem em mente, melhor.

É realmente “sujando a barriga” no balcão do fórum que você conviverá com o dia a dia da advocacia e poderá decidir se é realmente a carreira dos seus sonhos. Claro que estagiar e advogar são coisas diferentes, mas você já terá uma noção mais adequada sobre a profissão.

Pensamos, inclusive, que é interessante o estágio em mais de um escritório de advocacia. Um estágio em escritório grande, no qual você aprenderá um pouco sobre processos (o passo a passo de uma gestão em escritório) e um estágio em um escritório menor, no você poderá ter um contato maior com os sócios do escritório.

São duas perspectivas bem diferentes para que você veja que advogar é uma atividade rica e que existem “advocacias e advocacias”. Advogar num escritório de boutique e num escritório de massa são coisas bem diferentes, cada experiência com ônus e bônus.

Estagiar em escritórios de áreas diferentes é também uma coisa legal. Com isso você já conhece de antemão as possibilidades da advocacia privada: cível, criminal, trabalhista, previdenciária, ambiental etc.

Da mesma forma, se o seu intuito é fazer um concurso público, nada melhor que estagiar no órgão pretendido. Essa também é uma forma de conhecer o dia a dia da carreira e confirmar sua escolha. O estágio é, portanto, bastante interessante do ponto de vista de fazer boas escolhas no futuro.

Nós, Profs. Igor Maciel e Paulo Sousa, fizemos um vídeo para tratar sobre o tema:

Como me portar em uma entrevista de escritório?

Definido o interesse em estagiar ou advogar em um escritório, interessante pensarmos em como nos portar em eventual entrevista de estágio ou de emprego. Para a maioria dos advogados, a atuação num escritório próprio não é uma opção viável, dados os custos envolvidos e, geralmente, o alto risco.

Fundamental que você conheça o seu local de trabalho e não diga que sonha com a advocacia criminal em uma entrevista para um escritório trabalhista =) Imagina a impressão negativa disso. Conhecer o terreno faz parte da arte da guerra há milênios.

Estude o seu futuro chefe. Saiba se ele é acadêmico ou não; se milita mais nesta ou naquela área. Porte-se como um advogado(a), com firmeza, propósito nas afirmações, mas humildade. Vista-se adequadamente e deixe para quebrar códigos de conduta em momento oportuno.

Estas e outras sãos as dicas que passamos neste vídeo:

Uma vez formado, é possível conciliar advocacia e concurso público?

A advocacia suga muito o seu dia a dia e o estudo para concurso é bastante cansativo. São duas atividades que apresentarão desafios grandes para uma boa conciliação.

Necessário que o profissional tenha bastante foco para, de um lado, não atender aos clientes durante o seu momento de estudo e, de outro, também não prejudicar sua atuação profissional com as preocupações diárias do concurseiro. Saber dividir os papéis é, assim, fundamental.

Realmente, não é tarefa fácil. Mas, sim, é possível. O Prof. Igor Maciel é exemplo vivo disso, pois se dedicou aos concursos no período mais conturbado da advocacia privada. O Prof. Paulo Sousa também conciliou estudos para concurso público quando estava iniciando a advocacia privada.

Nós dois, com nossas experiências, visualizamos as dificuldades dessa conciliação. Claro que não dá pra ser um advogado-concurseiro para o resto da vida, mas essa vida dupla permite dar um tempo nas coisas até que uma decisão esteja amadurecida.

Nós dois optamos, ao final, pela advocacia privada, apesar da aprovação em concurso público. Essa sempre será uma escolha difícil, mas, em algum momento, todos precisamos fazê-la.

Neste vídeo nós contamos um pouco das nossas histórias:

E na prática? O advogado precisa fazer marketing pessoal?

Com certeza. Absolutamente necessário. O marketing pessoal é fundamental para o advogado do séc. XXI.

A OAB possui várias restrições, mas todas elas permissivas quanto a um marketing bem feito e não apelativo. Não apenas é possível ao advogado fazer um marketing pessoal, como também extremamente necessário.

Hoje, sabemos que oficialmente o Brasil conta com mais de um milhão de advogados. Como se destacar nesse oceano de concorrentes? Primeiro, tendo um bom produto. Ou seja, sendo um advogado com conteúdo jurídico que lhe permita fazer um bom marketing. Conhecimento é fundamental, portanto.

Mas não só. Conheço excelentes profissionais que não conseguem se destacar. Apesar de um conteúdo extraordinário, têm um marketing pífio, quando têm.

Que tal conferir um vídeo que fizemos a respeito desse assunto?

Curso de prática advogado. É importante fazer?

Depende. Se você vai integrar um escritório familiar, de pai pra filho, possivelmente não, já que seus familiares vão ajudar você com a prática. Se esse não é o seu caso, talvez seja interessante.

Após a aprovação na OAB, certamente é necessário considerar alguns aspectos mais práticos da advocacia. Anteriormente, falamos sobre alguns deles, mas há muito mais.

Evidente que o conhecimento jurídico é fundamental. Saber direito material e processual é essencial, mas um bom teórico não necessariamente se torna um bom advogado. Advogar é muito mais do que criar novas e belas teses.

Tal qual na prova da OAB, o treino aumenta as suas chances na hora do jogo. Por isso, para além dos aspectos relativos ao conhecimento do Direito em si, imprescindível compreender a essência da advocacia, entender como advogar.

Que tal conversarmos mais sobre estes temas?

Abraços!

Prof. Paulo Sousa (IG, FB e YT)

Prof. Igor Maciel (IG)